Estava eu num daqueles momento de reflexão super inspirados que de vez em quando me surgem assim do nada e dei por mim a pensar sobre a racionalidade do ser humano. Muitos são aqueles que gostam de se auto intitular como completamente racionais, e todos os modelos económicos e de outras ciências partem da premissa de que o ser humano é racional, mas…
Não concordo com a ideia de que somos inteiramente racionais, ou de que alguma vez o poderemos alcançar. O ser humano ao contrário das máquinas e robots programados tem uma equação impossível de resolver dentro do seu código genético que não lhe permite alcançar o estatuto de máquina.
x – 1 = x + 1
Gosto de definir esta equação como “amor”. Muito romântico ando eu...mas acho que o conceito é o indicado para explicar o que quero dizer. E o amor que existe em nós que nos distingue de tudo o resto. Quando falo em amor não falo apenas no afecto que nutrimos pelos outros. Falo num aspecto ainda mais abrangente. Falo nos nossos interesses, nos nossos princípios e valores, nas nossas crenças, nos nossos desejos e paixões. O ser humano é capaz de fazer as mais variadas coisas. Todas elas fruto do que consideramos racional ou irracional. Poss

o referir-me tanto as crenças religiosas, consideradas actualmente irracionais por muitos, e posso referir-me também a construção de uma estação espacial e colonização futura de planetas, consideradas logicamente possíveis. Posso falar do evolucionismo e posso falar do criativismo. Posso falar de metafísica e posso falar das leis da física.
Julgo que, esta equação que desequilibra todos os nossos modelos racionais, é a razão pela qual conseguimos fazer do mundo um lugar diferente e inovador a cada dia. Que torna as coisas diferentes de local para local, de pessoa para pessoa. Por isso quando me perguntarem se sou racional a resposta será sem duvida alguma:
“Certamente não sou”