prefácio
Encontro-me na fase final do meu livro. Estou a escrever as ultimas páginas e decidi que podia deixa aqui pelo menos o prefácio desta obra que vai ser um best-seller e até vai ser adaptada ao cinema (já recebi algumas propostas tentadoras, ah pois já!)
A multidão estava alvoraçada. As pessoas saíam todas de casa e juntavam-se aos motins que se iam formando pelas ruas e que ganhavam cada vez mais consistência. Todos gritavam e ninguém se fazia entender. Muitos reuniam-se junto da fonte da praça principal e um homem parecia destacar-se no meio de toda aquela agitada multidão. Um homem vestido com um manto encarnado. Velho de aparência mas cheio de energia elevava o braço ao ar e balbuciava um conjunto de palavras que pareciam animar cada vez mais as massas e move-las num único sentido. As suas palavras acicatavam ainda mais a chama de raiva e ódio que fumegava nos seus corações. Muitos gritavam concordando, outros aplaudiam. Pouco depois, a praça ficou de tal modo cheia que ninguém mais lá conseguia entrar, ficando muita gente nas ruas que lhe davam acesso, desesperados para ouvirem o que aquele homem dizia. Havia os mais audazes que subiam para cima de arcos, estátuas ou telhados. As varandas estavam cheias bem como todas as janelas. Pouco depois a ordem de marcha foi dada e a multidão, como um só, deslocou-se atrás do seu orador. Brandindo bem alto as suas espadas (ou qualquer outro utensílio que servisse de arma) numa das mãos e archotes na outra, milhares de pessoas percorriam as ruas e ruelas de toda a cidade. Cordas foram atadas a várias estátuas para as derrubarem. Fogo foi lançado a vários edifícios importantes e todos aqueles que se lhes colocassem no caminho eram mortos, isto porque se muitos eram os que formavam a multidão enfurecida, não menos eram os que dela fugiam. Sangue inocente foi derramado e ao fim do dia havia já ruas totalmente alagadas de sangue e cobertas de corpos. A multidão estava enfurecida e ninguém a conseguia conter
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Os sinos da Grande Casa do Campanário começaram a badalar dando ordem de evacuação a todos quanto pudessem. As multidões que fugiam não sabiam onde se esconder. Muitos tentavam procurar refúgio dentro das Casas de Reunião, na esperança de que os revoltosos respeitassem a ancestralidade e importância de tais lugares, mas nula era tal esperança. As portas dessas casas foram arrombadas e todos quanto lá estavam dentro, desde a mais nova criança ate ao mais velho, foram chacinados violentamente. Muitos ao verem que não havia hipótese fugindo juntavam-se aos que perseguiam, tentando assim salvarem-se de uma morte certa. No céu nuvens negras cobriam a cidade e grandes bandos de corvos sobrevoavam-na.
O som claro de trombetas soou e das janelas do alto, alvo e imponente castelo da cidade, rompeu uma luz incandescente a qual cegou temporariamente toda a multidão revoltosa. Pombas brancas voaram no céu em espirais afastando muitos dos corvos e nas ruas surgiram exércitos de soldados vestidos de cinzento claro, quase branco. No porto da cidade soou o som de uma explosão, indicando assim que dois enormes navios de madeira, com muitas velas brancas desfraldadas estavam a chegar. Os soldados tentavam abrir caminho por entre a multidão, com o objectivo de conseguirem criar um percurso seguro desde o castelo até ao porto. A família real tinha de ser transportada em segurança. Dela dependeria todo o futuro de Utópia.
Assim que a família real, montada em velozes corcéis, chegou ao porto e embarcou num dos navios, acompanhada do máximo de soldados que conseguiram entrar a bordo, os barcos partiram para alem da linha do horizonte para que nunca mais fossem vistos. A mortandade continuou pela cidade. Havia ainda quem resistisse e tentasse a todo o custo sair da cidade, mas já não havia esperança…era o fim. A multidão enfurecida arrebentou com as portas do castelo entrando no palácio real, deitando abaixo todas as estátuas antigas e destruiu tudo o que fosse real, lançando-lhes fogo. Do alto da mais alta torre do Campanário, ao lado de uma horrível estátua de boca escancarada, representante do mal, um vulto alto, negro e cruel observava tudo o que se passava debaixo dos seus pés de um modo aprovador.
.Os sinos da Grande Casa do Campanário começaram a badalar dando ordem de evacuação a todos quanto pudessem. As multidões que fugiam não sabiam onde se esconder. Muitos tentavam procurar refúgio dentro das Casas de Reunião, na esperança de que os revoltosos respeitassem a ancestralidade e importância de tais lugares, mas nula era tal esperança. As portas dessas casas foram arrombadas e todos quanto lá estavam dentro, desde a mais nova criança ate ao mais velho, foram chacinados violentamente. Muitos ao verem que não havia hipótese fugindo juntavam-se aos que perseguiam, tentando assim salvarem-se de uma morte certa. No céu nuvens negras cobriam a cidade e grandes bandos de corvos sobrevoavam-na.
O som claro de trombetas soou e das janelas do alto, alvo e imponente castelo da cidade, rompeu uma luz incandescente a qual cegou temporariamente toda a multidão revoltosa. Pombas brancas voaram no céu em espirais afastando muitos dos corvos e nas ruas surgiram exércitos de soldados vestidos de cinzento claro, quase branco. No porto da cidade soou o som de uma explosão, indicando assim que dois enormes navios de madeira, com muitas velas brancas desfraldadas estavam a chegar. Os soldados tentavam abrir caminho por entre a multidão, com o objectivo de conseguirem criar um percurso seguro desde o castelo até ao porto. A família real tinha de ser transportada em segurança. Dela dependeria todo o futuro de Utópia.
Assim que a família real, montada em velozes corcéis, chegou ao porto e embarcou num dos navios, acompanhada do máximo de soldados que conseguiram entrar a bordo, os barcos partiram para alem da linha do horizonte para que nunca mais fossem vistos. A mortandade continuou pela cidade. Havia ainda quem resistisse e tentasse a todo o custo sair da cidade, mas já não havia esperança…era o fim. A multidão enfurecida arrebentou com as portas do castelo entrando no palácio real, deitando abaixo todas as estátuas antigas e destruiu tudo o que fosse real, lançando-lhes fogo. Do alto da mais alta torre do Campanário, ao lado de uma horrível estátua de boca escancarada, representante do mal, um vulto alto, negro e cruel observava tudo o que se passava debaixo dos seus pés de um modo aprovador.

1 Comments:
Muito bom! Fiquei curioso para ler o 1º capítulo ;)
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