quarta-feira, maio 17, 2006

La vache qui rit


É verdade! Lisboa foi invadida por um bando de vacas todas coloridas, todas engraçadas, todas gay! Há em tudo o que é canto e sitio por onde passam as grandes massas de pessoas atarefadas. Se não servirem para grande coisa (alem de serem leiloadas para boas causas), pelo menos já serviram para nos deixar mais animados! É que agora Lisboa é uma capital preocupada com a cultura! Oh é sim senhor! Porque já houve disto por tudo o que seja cidades bonitas e Lisboa não poderia deixar isto passar! E agora que também temos uma cow parade já nos podemos considerar como uma cidade realmente voltada para o futuro, cosmopolita, a caminho de um lugar de destaque no mundo e qualquer dia ainda ultrapassamos as grandes capitais da cultura como NY, Paris, Milão…podem crer que é verdade! E no fim poderemos todos agradecer a estas vaquinhas coloridas, todas giras, todas queridas. E em honra delas e de todos que tiveram esta ideia fantástica (porque sim, apesar de estar a ser meio irónico, estou a gostar muito deste projecto) vamos mas é todos celebrar com um grande “Muuuh” e viva Portugal!

segunda-feira, maio 08, 2006

to be different


“Tu és diferente” dizem-me algumas vezes. “Diferente como?” pergunto então. “pah não sei, mas que és, isso és. Qualquer coisa em ti” Vindo dos meus colegas já não fico muito preocupado com este tipo de comentários…antes pelo contrário, confesso: sinto-me orgulhoso. Ser diferente…é mau? Julgo que não…vou poupar-me a clichés (e aqui algumas pessoas iriam fazer algum comentário sobre o facto de usar esta palavra) e não vou dizer que é bonito ser diferente, todos diferentes, todos iguais, bla bla bla, pardais ao ninho. I am what I am.
Porque sinto orgulho em ser diferente? Pelo simples facto de não gostar de aceitar as coisas só porque toda a gente o faz. Se por um lado visto-me da forma como me visto, e que por isso me definiriam com uma etiqueta, o facto é que gosto de coisas e que faço coisas que pessoas com essa etiqueta não fazem. Gosto de Evanescence e ao mesmo tempo gosto de Haendel. Sou cristão praticante e ao mesmo tempo gosto de historias com vampiros. Existe em mim um grande conjunto de paradoxos os quais não vou aqui descrever, mas que me definem pelo que eu sou. “Tu és sempre do contra”. Numa família totalmente benfiquista eu sou o único portista. Sou do contra é um facto…por vezes não me importo de fazer de “advogado do Diabo” só porque gosto que todas as pontas de uma questão sejam tidas em atenção. (Costa e Magda, não foi por acaso que decidi aquele tema para o nosso trabalho de EM). Apesar de tudo, sendo algo céptico em muitos assuntos, existem outros em que muitos me definiriam como dogmático. Não o sou e caso seja não me importo minimamente com isso…desde que eu continue a considerar que tenho sempre razão! Enfim…I am what i am…alguém tem de o ser.