sábado, junho 24, 2006

A Portuguesa

Numa altura em que tanto se canta o Hino Nacional é bom que se possam corrigir alguns erros, constantemente cometidos. nesse sentido aqui deixo o Hino completo (sim, porque o Hino tem mais estrofes alem das que se costumam cantar!)
I

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o teu solo jucundo
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!

quarta-feira, junho 07, 2006

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"Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas* sobre os seus chifres e em cada cabeça um nome de blasfêmia.
A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O drag
ão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
Uma das cabeças da besta parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o ferimento mortal foi curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta.
Adoraram o dragão, que havia dado autoridade à besta, e também adoraram a besta, dizendo: "Quem é como a besta? Quem pode guerrear contra ela?"
`A besta foi dada uma boca para pronunciar palavras arrogantes e blasfemas e para exercer autoridade durante quarenta e dois meses.
Ela abriu a boca para blasfemar contra Deus e amaldiçoar-lhe o nome e o tabernáculo, os que habitam no céu.*
Foi-lhe dado poder para guerrear contra os santos e vencê-los. Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação.
Todos os habitantes da terra adorarão a besta, todos cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.*
Aquele que tem ouvidos ouça:
Se alguém há de ir para o cativeiro, para o cativeiro irá. Se alguém há de ser morto* à espada, à espada será morto.
Então vi outra besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão.
Exercia toda a autoridade da primeira besta, em nome* dela, e fazia a terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado.
E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens.
Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra. Ordenou-lhes que fizessem uma imagem em honra da besta que fora ferida pela espada e contudo revivera.
Foi-lhe dado poder para dar fôlego à imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar e fazer que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar a imagem.
Também obrigou a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres
e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa,
para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser que tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis."
(Apocalipse cap.13 vers 1 - 18)
"Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai." (Mateus cap24: vers 36)

terça-feira, junho 06, 2006

Viagens na minha terra

Deviam ser umas 17:47 quando saí de casa acompanhado da minha namorada, a maquina fotográfica, para ir dar um passeio pelas terras que circundam a minha casa. Armado em fotografo decidi apanhar o melhor plano de…uma flores que havia num caminho de terra batida. Continuei a descer e cheguei ao meu primeiro local de interesse. A quinta que fica junto da estrada de Povos, nome daquela antiga localidade. A estrada era muito importante naquela altura porque era ela que fazia a ligação entre Lisboa e o norte, passando por dentro de Vila franca, atravessando dois quilómetros pela antiga floresta de Xira, passando depois pelo meio do vilarejo de Povos e seguindo sempre em frente rumo ao Carregado.
Depois de tirar uma foto prossegui a viagem pela minha terra e cheguei junto da calçada dos ferreiros, a qual tem esse nome porque as pessoas que lá viviam trabalhavam na antig
a fábrica do ferro ali perto.
Mais a frente chego junto da entrada da quinta dos Palha, antiga família da região, muito importante e a qual se deve, entre outras coisas, o facto de Vila Franca ter uma festa ch
amada Colete Encarnado.
Continuando a andar chego junto da antiga Câmara Municipal de Povos.
E agora um pouco de história a sério:
Povos foi instituída por foral
de Sancho I de Portugal de 1195, e conheceu grande vigor económico ao longo dos
sec. XIII e XIV, fruto da sua localização. Contudo, viria a perder gradualmente essa importância em favor do concelho de Vila Franca. Em 1510 recebeu foral novo de Manuel I de portugal, junto com as vizinhas Vila Franca e Castanheira. Foi alias, no cais de Povos que foram construídas as embarcações que levaram Vasco da Gama e os seus companheiros até a India. Em 1729, estabeleceu-se em Povos a primeira fábrica de curtumes do país, a qual ocupou durante muito tempo um lugar cimeiro nessa produção. Tinha, em 1801, apenas 324 habitantes.
No sec XIX
, com as grandes reformas do liberalismo, o concelho de Povos não escapou à onda reorganizadora do país, tendo sido extinto em 1836, e reduzido a lugar da freguesia de Vila Franca, no final do século.

E é assim a historia da minha terra!