sexta-feira, dezembro 22, 2006

qualquer coisa


Oiço Yann Tiersen. Cd “Les Retrouvailles”, faixa nº1. É durante estes momentos em que estou sozinho, onde o único barulho que oiço é a musica que selecciono, onde a única luz que bate nos meus olhos é a do monitor do meu desktop, que mais me entrego a estas minhas divagações mirabolantes, onde ecos perdidos da memória parecem ressuscitar. (começa a tocar a faixa nº 2). Sinto-me calmo como já não me sentia há muito tempo. Uma calma e tranquilidade inquietantes, devo confessar. Parei…não para pensar nem para divagar para mim mesmo mas porque simplesmente me foquei no nada e ao mesmo tempo no tudo.
(faixa nº3). E bastam apenas umas quantas notas e acordes em tons maiores tocadas por instrumentos suaves para sentir-me bem disposto. Isto da música que se ouve tem muito que se lhe diga! (faixa nº4 – “a valsa de Amelie”). E neste momento passam imagens fantásticas pela minha cabeça…e não, não é efeito do absinto, mas sim a minha fértil imaginação a trabalhar. São muitas as vezes que a esta hora me ponho simplesmente no escuro a ouvir musica e a pensar. Por vezes chamo a estes momentos “tempo de imaginar”, pois são por norma os momentos em que tenho as ideias mais absurdas e ao mesmo tempo mais brilhantes e apaixonantes. (entretanto passou a faixa nº5 e começou a tocar a nº6).
Agora só se ouve o piano a tocar umas quantas notas soltas, perdidas e distantes entre si. Estou cansado de tanta melancolia e mudo para a faixa nº11. é muito mais movimentada e exigente. Como diz uma amiga minha: “é extenuante absorver tudo o que ela nos transmite”. Eu próprio não encontraria melhor definição e é assim que termino a minha divagação das duas da manha. Porque divagar também é uma coisa do dia a dia! Boa noite e até amanha!