Reise nach Luxemburg – voyage au Luxemburg
Eram 18 horas da tarde da quinta-feira, dia 20 de Abril, quando estávamos todos dentro do autocarro que nos levaria ao Luxemburgo, para actuarmos na Place D’ármes, a principal praça do Luxemburgo. Pela frente tínhamos 28 horas de viagem…uma odisseia! Abençoada que foi a viagem, o mano Luís começou logo a cantar! (pela graça de Deus calou-se de seguida!) Passamos pela zona da serra da estrela, entretidos com o dvd “A interprete” que passava na televisão. Depois disso veio o escândalo total! Uma comedia! Ai Jesus que se apaga a Luz! Que ordinarice aquela de filme, onde os meninos e as meninas faziam coisas que não d
eviam e falavam de uma forma nada educada…Parámos para jantar mesmo na fronteira com Espanha e seguimos viagem. ESPANHA! (não me podia esquecer de comprar chocolates e caramelos!) Fomos logo mandados parar e todos se sentaram apressados, colocaram os cintos e estavam todos quietinhos. “És una escursion?” gritou o espanhol quando subiu a bordo, virou as costas e foi embora. A viagem correu sem grandes acontecimentos, parando apenas uma vez de madrugada para todos poderem fazer o seu xixi. Uns dormiam outros tentavam dormir e outros apenas “coçavam a pestana”. Quando o dia começava a clarear estávamos a chegar a San Sebastian e pouco depois entravamos em França…a terra verde. Digo isto porque quem a travessa pelas auto-estradas nada vê alem de campos planos verdinhos, ora com arvores, ora sem elas, ora com ovelhas, ora com vacas, ora com aldeias, ora com essas coisas todas juntas, ora sem nada mesmo. As únicas flores eram umas amarelas, as quais tentávamos identificar…falou-se em flor da mostarda, mencionando uma zona muito famosa pela sua mostarda…mas ou seria impressão minha, ou a França era toda uma terra cheia de mostarda? É que as plantas estavam por todo o lado. E tudo corria bem e alegremente quando o Tiago abriu a geleira! No seu sentido literal! Parecia o barradinhas, minha mãe! Que cheiro…enfim! França é uma terra demasiado vasta…vaga até…porque para alem de ser grande, as coisas ficam muito distantes umas das outras, e primeiro que se atravesse leva uma eternidade! (eu nem quero imaginar o que é atravessar a Rússia!)
Quando parámos em França para o pequeno-almoço eu, como um bom turista que sou, não poderia de deixar de comer…um croissant! Foi um bom pequeno-almoço, graças a Deus, tomado em paz e sem grandes problemas…a francesa entendeu-me e eu fiz-me entender…mas eu suspeito que alguns tenham tido alguns problemas pois só comiam croissants simples…não saberiam dizer manteiga ou fiambre ou não quiseram passar vergonha?
Hum...a dúvida paira no ar!
Continuando: a viagem continuou sempre muito animada e já era bem escuro quando finalmente chegámos ao Luxemburgo. Foram todos separados por casas e eu fui parar ao norte do país, numa aldeia chamada Oberfeulen muito bonita, muito tudo tudo, acabadinha de sair de um conto de fadas. No sábado tocámos a tarde na praça principal, aplaudidos por milhões de pessoas (diga-se que o Luxemburgo tem cerca de 500 000 habitantes, por isso…) e a noite tocamos num auditório. O mesmo aconteceu no domingo de manha e de tarde. Tivemos o resto do domingo para passear por lá…mas que chatice! Ao domingo está tudo completamente fechado! Mesmo assim foi possível ver os monumentos, ficar a saber detalhes da história do país (contam os Luxemburgueses que já foram uma nação muito grande e muito valente…enfim, orgulhos nacionalistas! ah! eles também são muito espertos…porque uma vez esconderam uma estatua de ouro dos nazis, a qual só foi agora descoberta e colocada em publico. Que malandros, a enganarem os nazis!), visitar o cemitério da segunda guerra mundial e desejar no fim lá regressar. Na segunda-feira foi o regresso, e como bons turistas que somos, nada de deixar de ver a torre Eiffel! Mas po
r causa de problemas com o tacógrafo de alguém, não pudemos lá ficar muito tempo (ah! E parece que tínhamos deixado um motorista qualquer esquecido em burgos, no norte de Espanha!...) …deu para tirar umas fotos por lá, ver o Sena, falar francês matar saudades de alguns velhos amigos e pensar em lá regressar com mais calma. O resto da viagem de regresso foi calmita sem grandes preocupações, bem animadita e óptima para descontrair (tirando aquele infeliz incidente de na manha seguinte nos acordarem ao som de Emanuel e, para melhorar as coisas, com contra canto do mano Luís! Deus tenha misericórdia dele! E de nós! Porque eu acho-o sinceramente muito boa pessoa, mas aquilo foi…foi…foi isso mesmo…foi!)
Para concluir, quero aqui deixar um conjunto de expressões que criamos ou adaptamos para fins mais deturpados, durante a nossa viagem:
Tacógrafo – tem um sentido algo abstracto mas pode definir-se por rabiosque.
Geleira – mais especificamente “abrir a geleira” significa dar um pum!
Brócolos – vem da expressão utilizada num jantar em que havia brócolos “não queres os meus brócolos?” ficaram conhecidos como os tintins, ou os testículos.
Morango – vem da expressão “chupa-me o morango” quando eu estava a comer um e estavam a chatear-me. Tem um sentido menos puro, mas já todos o entenderam.
O som do interior da tuba (do durval) – esta expressão tem muito que se lhe diga. Diga-se que é o barulho que se faz quando se “abre a geleira”. A expressão “tuba” está por norma associada a palavra tacógrafo.
Sardão – todos sabem quem ele é, recuso-me aqui dizer o seu nome LOL
Vaca Matrix – não entendo muito bem como é que esta apareceu…perguntem ao Joel! Ele também é o autor das expressões “bastardo”, referindo-se aos emigrantes, e “zapaterro”, quando se contava uma anedota em que se mencionava um ministro espanhol, sem nunca se definir o nome. Expressões todas elas muito felizes…
Por fim, nada mais querendo acrescentar, subscrevo-me dizendo que adorei fazer esta viagem, e que a companhia não poderia ter sido melhor! Espero que possamos fazer mais destas, durante muitos anos!
eviam e falavam de uma forma nada educada…Parámos para jantar mesmo na fronteira com Espanha e seguimos viagem. ESPANHA! (não me podia esquecer de comprar chocolates e caramelos!) Fomos logo mandados parar e todos se sentaram apressados, colocaram os cintos e estavam todos quietinhos. “És una escursion?” gritou o espanhol quando subiu a bordo, virou as costas e foi embora. A viagem correu sem grandes acontecimentos, parando apenas uma vez de madrugada para todos poderem fazer o seu xixi. Uns dormiam outros tentavam dormir e outros apenas “coçavam a pestana”. Quando o dia começava a clarear estávamos a chegar a San Sebastian e pouco depois entravamos em França…a terra verde. Digo isto porque quem a travessa pelas auto-estradas nada vê alem de campos planos verdinhos, ora com arvores, ora sem elas, ora com ovelhas, ora com vacas, ora com aldeias, ora com essas coisas todas juntas, ora sem nada mesmo. As únicas flores eram umas amarelas, as quais tentávamos identificar…falou-se em flor da mostarda, mencionando uma zona muito famosa pela sua mostarda…mas ou seria impressão minha, ou a França era toda uma terra cheia de mostarda? É que as plantas estavam por todo o lado. E tudo corria bem e alegremente quando o Tiago abriu a geleira! No seu sentido literal! Parecia o barradinhas, minha mãe! Que cheiro…enfim! França é uma terra demasiado vasta…vaga até…porque para alem de ser grande, as coisas ficam muito distantes umas das outras, e primeiro que se atravesse leva uma eternidade! (eu nem quero imaginar o que é atravessar a Rússia!)Quando parámos em França para o pequeno-almoço eu, como um bom turista que sou, não poderia de deixar de comer…um croissant! Foi um bom pequeno-almoço, graças a Deus, tomado em paz e sem grandes problemas…a francesa entendeu-me e eu fiz-me entender…mas eu suspeito que alguns tenham tido alguns problemas pois só comiam croissants simples…não saberiam dizer manteiga ou fiambre ou não quiseram passar vergonha?
Hum...a dúvida paira no ar!Continuando: a viagem continuou sempre muito animada e já era bem escuro quando finalmente chegámos ao Luxemburgo. Foram todos separados por casas e eu fui parar ao norte do país, numa aldeia chamada Oberfeulen muito bonita, muito tudo tudo, acabadinha de sair de um conto de fadas. No sábado tocámos a tarde na praça principal, aplaudidos por milhões de pessoas (diga-se que o Luxemburgo tem cerca de 500 000 habitantes, por isso…) e a noite tocamos num auditório. O mesmo aconteceu no domingo de manha e de tarde. Tivemos o resto do domingo para passear por lá…mas que chatice! Ao domingo está tudo completamente fechado! Mesmo assim foi possível ver os monumentos, ficar a saber detalhes da história do país (contam os Luxemburgueses que já foram uma nação muito grande e muito valente…enfim, orgulhos nacionalistas! ah! eles também são muito espertos…porque uma vez esconderam uma estatua de ouro dos nazis, a qual só foi agora descoberta e colocada em publico. Que malandros, a enganarem os nazis!), visitar o cemitério da segunda guerra mundial e desejar no fim lá regressar. Na segunda-feira foi o regresso, e como bons turistas que somos, nada de deixar de ver a torre Eiffel! Mas po
r causa de problemas com o tacógrafo de alguém, não pudemos lá ficar muito tempo (ah! E parece que tínhamos deixado um motorista qualquer esquecido em burgos, no norte de Espanha!...) …deu para tirar umas fotos por lá, ver o Sena, falar francês matar saudades de alguns velhos amigos e pensar em lá regressar com mais calma. O resto da viagem de regresso foi calmita sem grandes preocupações, bem animadita e óptima para descontrair (tirando aquele infeliz incidente de na manha seguinte nos acordarem ao som de Emanuel e, para melhorar as coisas, com contra canto do mano Luís! Deus tenha misericórdia dele! E de nós! Porque eu acho-o sinceramente muito boa pessoa, mas aquilo foi…foi…foi isso mesmo…foi!)Para concluir, quero aqui deixar um conjunto de expressões que criamos ou adaptamos para fins mais deturpados, durante a nossa viagem:
Tacógrafo – tem um sentido algo abstracto mas pode definir-se por rabiosque.
Geleira – mais especificamente “abrir a geleira” significa dar um pum!
Brócolos – vem da expressão utilizada num jantar em que havia brócolos “não queres os meus brócolos?” ficaram conhecidos como os tintins, ou os testículos.
Morango – vem da expressão “chupa-me o morango” quando eu estava a comer um e estavam a chatear-me. Tem um sentido menos puro, mas já todos o entenderam.
O som do interior da tuba (do durval) – esta expressão tem muito que se lhe diga. Diga-se que é o barulho que se faz quando se “abre a geleira”. A expressão “tuba” está por norma associada a palavra tacógrafo.
Sardão – todos sabem quem ele é, recuso-me aqui dizer o seu nome LOL
Vaca Matrix – não entendo muito bem como é que esta apareceu…perguntem ao Joel! Ele também é o autor das expressões “bastardo”, referindo-se aos emigrantes, e “zapaterro”, quando se contava uma anedota em que se mencionava um ministro espanhol, sem nunca se definir o nome. Expressões todas elas muito felizes…
Por fim, nada mais querendo acrescentar, subscrevo-me dizendo que adorei fazer esta viagem, e que a companhia não poderia ter sido melhor! Espero que possamos fazer mais destas, durante muitos anos!

4 Comments:
Tambem gostei da viagem e da companhia! E tambem espero fazer mais destas durante muitos anos! O relato da viagem esta muito engraçado! Faltou apenas falar da feijoada brasileira! =)
Muito à frente... eu também gostei imenso da viagem... da companhia e de tudo o que vivemos... foram óptimos dias de convívio e acima de tudo dias abençoados com estas amizades verdadeiras que a cada dia se vão solidificando e tornando cada vez mais fortes e sobretudo imprescindíveis... já não sei viver sem vocês!! beijokas
Ah eu tb adorei a viagem..excelente mm..e até q enfim q fikei a perceber o significado dessas palavras eskisitas q vocês diziam a toda a hora..lol. espero tb q mtas mais viagens destas voltem a acontecer com tds vcês!!!..
ps- n podias deixar de fazer referência aos campos verdinhus na auto-estrada..o teu grand desgosto..LoL..*****
Bom Post! Foi uma viagem fantástica muito por culpa da tua presença! É impressionante a tua capacidade de retratares de maneira fidedigna o que nos ocorria no espirito quando o mano Luis se apropriava do microfone.
Quanto às expressões dou pela falta das seguintes:
"A esquerda do Alfredo"
"Destrunfa-te"
(Ainda faltam algumas,de momento so me recordo destas duas)
[[]]
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